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Vírus da MERS descoberto em morcego na Arábia Saudita e O quê você, brasileiro, precisa saber sobre ele:

Morcego  (Taphozous perforatus) sendo  examinado por pesquisadores. O vírus responsável lela MERS foi encontrado em um exemplar desta espécie. Foto de Jonathan H. Epstein/EcoHealth Alliance O vírus encontrado no morcego insetívoro, próximo ao local de origem do surto, é 100% idêntico geneticamente ao vírus do primeiro caso conhecido da síndrome em humanos. A MERS (Middle East Respiratory Syndrom) foi descrita pela  primeira vez em setembro de 2012 e continua a se espalhar. Cerca de 100 casos foram relatados em todo o mundo, 70 deles da Arábia Saudita. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) informa que a maioria das pessoas que foram infectadas com Mers-CoV desenvolveram doença respiratória grave e aguda, com  febre, tosse e falta de ar. Cerca de metade delas morreram. A transmissão de pessoa a pessoa pode ocorrer mas de forma limitada. Um dos estudos mostrou que os sintomas geralmente aparecem depois de dez dias após a infecção. Os diversos grupos de doentes e familiares estão sendo avaliados pelas autoridades de saúde. O agente causador, um novo tipo de coronavírus, foi determinado, no entanto, a origem do vírus tem sido desconhecida até agora. Morcegos são reservatórios naturais de vírus que causam graves doenças em humanos, como por exemplo raiva, Hendra, Marburg e a SARS. Numerosas espécies de animais foram investigadas e vírus semelhantes ao MERS foram detectadas em diferentes morcegos, porém a combinação só foi exata nesta espécie em particular (Taphozous perforatus). A descoberta aponta para a provável origem animal da doença, embora os pesquisadores acreditem que um outro animal intermediário esteja também envolvido. Estão sendo estudados animais selvagens e domésticos nas proximidades para descobrir a possível rota de transmissão da doença. 6 Fatos que você precisa saber sobre o MERS-CoV: • Não se transmite com facilidade • Todos os casos foram relacionados com o Oriente-Médio, em especial com a Arábia Saudita • Não há casos conhecidos no Brasil • Doenças de base podem tornar a pessoa mais susceptível • Nenhum alerta sanitário restringindo viagens foi emitido até o momento • Não há tratamento específico nem vacina O desafio de encontrar novas vacinas e formas de tratamento para as doenças emergentes se impõe num mundo cada vez mais globalizado onde deslocamento de pessoas e produtos é cada vez mais rápido e o homem perturba sem cerimônia o meio ambiente. Liliana Junqueira de P Donatelli Fontes: Infection Control Today www.infectioncontroltoday.com CDC: http://www.cdc.gov/coronavirus/mers/faq.html Para saber mais: http://wwwnc.cdc.gov/eid/article/19/11/13-°©‐1172_article.htm …

Morcego  (Taphozous perforatus) sendo  examinado por pesquisadores. O vírus responsável lela MERS foi encontrado em um exemplar desta espécie. Foto de Jonathan H. Epstein/EcoHealth Alliance

O vírus encontrado no morcego insetívoro, próximo ao local de origem do surto, é 100% idêntico geneticamente ao vírus do primeiro caso conhecido da síndrome em humanos.

A MERS (Middle East Respiratory Syndrom) foi descrita pela  primeira vez em setembro de 2012 e continua a se espalhar. Cerca de 100 casos foram relatados em todo o mundo, 70 deles da Arábia Saudita. O CDC (Centers for Disease Control and Prevention) informa que a maioria das pessoas que foram infectadas com Mers-CoV desenvolveram doença respiratória grave e aguda, com  febre, tosse e falta de ar. Cerca de metade delas morreram. A transmissão de pessoa a pessoa pode ocorrer mas de forma limitada. Um dos estudos mostrou que os sintomas geralmente aparecem depois de dez dias após a infecção. Os diversos grupos de doentes e familiares estão sendo avaliados pelas autoridades de saúde. O agente causador, um novo tipo de coronavírus, foi determinado, no entanto, a origem do vírus tem sido desconhecida até agora. Morcegos são reservatórios naturais de vírus que causam graves doenças em humanos, como por exemplo raiva, Hendra, Marburg e a SARS. Numerosas espécies de animais foram investigadas e vírus semelhantes ao MERS foram detectadas em diferentes morcegos, porém a combinação só foi exata nesta espécie em particular (Taphozous perforatus). A descoberta aponta para a provável origem animal da doença, embora os pesquisadores acreditem que um outro animal intermediário esteja também envolvido. Estão sendo estudados animais selvagens e domésticos nas proximidades para descobrir a

possível rota de transmissão da doença.

6 Fatos que você precisa saber sobre o MERS-CoV:

• Não se transmite com facilidade

• Todos os casos foram relacionados com o Oriente-Médio, em especial com a Arábia Saudita

• Não há casos conhecidos no Brasil

• Doenças de base podem tornar a pessoa mais susceptível

• Nenhum alerta sanitário restringindo viagens foi emitido até o momento

• Não há tratamento específico nem vacina

O desafio de encontrar novas vacinas e formas de tratamento para as doenças

emergentes se impõe num mundo cada vez mais globalizado onde deslocamento de pessoas e produtos é cada vez mais rápido e o homem

perturba sem cerimônia o meio ambiente.

Liliana Junqueira de P Donatelli

Fontes:

Infection Control Today www.infectioncontroltoday.com

CDC: http://www.cdc.gov/coronavirus/mers/faq.html

Para saber mais:

http://wwwnc.cdc.gov/eid/article/19/11/13-°©‐1172_article.htm

http://www.eurosurveillance.org/ViewArticle.aspx?ArticleId=20427

A MERS vem modificando o seu comportamento veja novas potagens sobre o tema:

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva, Coordenadora do Projeto Biossegurança em Odontologia, e mais recentemente do Projeto Biossegurança Beauty& Body Art, ambos patrocinados pela Cristófoli. Já ministrou mais de 500 palestras sobre o tema Biossegurança em Saúde e participa ativamente de entidades dedicadas ao Controle de Infecção em Saúde e Interesse à Saúde. É consultora em Biossegurança em Saúde da Cristófoli.

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