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Sarampo: ameaça retorna ao Brasil

O sarampo é uma doença desconhecida para muitos jovens. Possivelmente, muitos pediatras novos de profissão não tiveram a oportunidade de ver os sintomas em uma criança.  Certificado de Erradicação do Sarampo por um fio Com o sucesso da vacinação contra a doença, os casos diminuíram bastante ao longo dos anos. Por isso, o Brasil conquistou …

O sarampo é uma doença desconhecida para muitos jovens. Possivelmente, muitos pediatras novos de profissão não tiveram a oportunidade de ver os sintomas em uma criança. 

Certificado de Erradicação do Sarampo por um fio

Com o sucesso da vacinação contra a doença, os casos diminuíram bastante ao longo dos anos. Por isso, o Brasil conquistou em 2017 o certificado de erradicação de Sarampo da OMS. Entretanto, houve um surto importante de sarampo em 2018. As causas prováveis foram a baixa cobertura vacinal na região norte e o fluxo migratório da Venezuela (com uma taxa de cobertura vacinal ainda menor e vírus circulante).

Como segurar o Ressurgimento?

Houve um esforço bastante grande para alcançar a meta de vacinação que para o Sarampo é de 95%. Como é muito contagioso, é importante uma alta cobertura da população para evitar a circulação do vírus. De tal forma que mesmo aqueles que não podem se vacinar, ou vacinados não se imunizam se beneficiam com o baixo  (ou nenhum) número de casos, reduzindo dessa maneira a possibilidade de contrair o vírus e adoecer.

Sarampo – Doença Grave

Em alguns casos a doença pode trazer complicações e até a morte. Conheça os sinais e sintomas da doença:

Comuns:

  • Irritação nos olhos;
  • coriza;
  • manchas brancas da parte interna das bochechas;
  • mal-estar;
  • tosse persistente;
  • manchas vermelhas na pele.

Pode ocorrer:

  • Febre e convulsões;
  • infecção no ouvido;
  • conjuntivite;
  • pneumonia;
  • perda de apetite;
  • diarreia.

Em casos graves:

  • Lesão cerebral;
  • infecções do encéfalo;
  • morte.

Movimento anti-vacinal

Um forte movimento contrário à vacinação abalou o sucesso das coberturas em todo o mundo. Falsas pesquisas relacionavam com autismo! Mentira!

Vacinas: “vítimas do seu próprio sucesso”

Essa afirmação é muito usada pelos estudiosos do assunto e explica em parte o baixo nível de cobertura vacinal obtido em várias partes do mundo. Grande parte da população que hoje tem filhos pequenos não conviveu com as doenças que são prevenidas com a administração das vacinas, como sarampo, rubéola, caxumba, pólio, coqueluche.  Principalmente a varíola que  já foi erradicada do planeta. É provável que por não terem presenciado o estrago, sofrimento e morte que essas doenças podem causar, minimizem o benefício trazido por essa importante conquista da ciência e da saúde pública. Como resultado, não vacinam seus filhos.

Essa afirmação vem sede feita por vários estudiosos que tentarem explicar porque as pessoas deixam de se vacinar. Muito jovens nunca conviveram com as doenças imunopreviníveis. Não presenciaram o estrago que elas fazem. E assim, não valorizam o benefício que as vacinas proporcionam.

Vacina é o único recurso disponível

Assim como para muitas doenças provocadas por vírus, não há tratamento disponível específico para o sarampo. A vacina previne com eficácia e está permanente disponível nos postos de saúde.

Desafio: Onde está a sua carteira de vacinação?

Você sabe a resposta? Está em dia?

Se você é profissional da saúde certamente a sua responsabilidade é dobrada. Afinal de contas, você pode ser o veículo e transmitir a doença para alguém com imunidade comprometida – ainda que você não adoeça. Lembre-se disso quando começar a campanha da vacina contra gripe!

Vacinas – Fique de olho!

Então, mãos à obra! Cheque a sua carteirinha e de toda a sua equipe, sua família e aproveite a oportunidade para educar seus pacientes.

A responsabilidade é de todos nós!

Liliana Junqueira  de P. Donatelli 

Mais sobre vacinas no Blog Biossegurança:

https://www.cristofoli.com/biosseguranca/vacinas-para-profissionais-da-saude-video/
https://www.cristofoli.com/biosseguranca/profissionais-da-saude-nao-precisa-de-vacinas-mito-ou-verdade/
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https://www.cristofoli.com/biosseguranca/hepatite-b-vacina/
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https://www.cristofoli.com/biosseguranca/vacina-contra-febre-amarela-tomar-ou-nao-tomar/
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Liliana Junqueira de P. Donatelli

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva, Coordenadora do Projeto Biossegurança em Odontologia, e mais recentemente do Projeto Biossegurança Beauty& Body Art, ambos patrocinados pela Cristófoli. Já ministrou mais de 500 palestras sobre o tema Biossegurança em Saúde e participa ativamente de entidades dedicadas ao Controle de Infecção em Saúde e Interesse à Saúde. É consultora em Biossegurança em Saúde da Cristófoli.

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