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O médico Infectologista Aldo Lembo Silveira em Entrevista para o BLOG da BIOSSEGURANÇA

Aldo Lembro Silveira é médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, Hospital Cruz Azul e Hospital São Luiz – Unidade Anália Franco. Aldo começou a trabalhar com pacientes HIV positivo no início da epidemia e atende pessoas de todas as idades, acompanha pacientes positivos em tratamento há muitos anos. Liliana: Dr Aldo . Esta semana é marcada pelo …

Aldo Lembro Silveira é médico infectologista do Instituto Emílio Ribas, Hospital Cruz Azul e Hospital São Luiz – Unidade Anália Franco.

Aldo começou a trabalhar com pacientes HIV positivo no início da epidemia e atende pessoas de todas as idades, acompanha pacientes positivos em tratamento há muitos anos.

Liliana: Dr Aldo . Esta semana é marcada pelo Dia Internacional de Combate à AIDS. Como você vê a evolução da doença desses trinta anos?

Dr. Aldo: Trabalho com pacientes com AIDS desde 1988. A evolução da abordagem e tratamento destes pacientes permitiu, com o advento da terapia antiretroviral, melhorar a qualidade e prognóstico de vida desses pacientes, permitindo a eles ter vida duradoura e com melhor qualidade. Os pacientes com tratamento adequado voltaram a se inserir na sociedade. Contudo é importante lembrar que a doença pode ser controlada mas não curada. O tratamento é contínuo e os medicamentos também têm seus efeitos  colaterais. Além disso vemos, no dia a dia de trabalho, que não é fácil para os pacientes conviver com a doença já que a mesma muda seu curso de vida, não só no aspecto de saúde física, mas também no aspecto social, amoroso e de relacionamento humano. Preocupa muito o fato que ao longo dos anos as pessoas diminuíram, e muito, os cuidados quanto à prevenção da doença.

Liliana: Você vê mais essa situação entre os jovens?

Dr. Aldo: é difícil dizer e generalizar, porque a minha visão  é dos pacientes que eu atendo e não é uma pesquisa com dados precisos.  Eu tenho encontrado muitos pacientes positivos que adquirem novas doenças sexualmente transmissíveis, isso mostra que eles  nem sempre usam preservativos nas relações sexuais, e podem estar transmitindo o HIV a pessoas sem o vírus. Também sabemos que há muitas pessoas que não sabem que têm o vírus e podem estar contaminando outras.. Além disso diariamente atendemos pacientes preocupados com a possibilidade de ter contraído doenças pois tiveram relações sexuais sem preservativos e se expuseram a situações de risco.  Não cabe aqui nenhum julgamento, mas a preocupação é com os fatos.  O surgimento de tratamento da doença passou a falsa impressão de que a prevenção pode ser negligenciada. Não é fácil viver com AIDS. É melhor previni-la.

Como você imagina que uma campanha poderia mudar esta situação?

O foco deve ser muito forte na prevenção, lembrando que AIDS não tem cura, o tratamento tem muitas consequências.

E, nos conhecimento atuais, é para sempre…

Aldo é meu colega no curso de de Gestão em Saúde e Controle de Infecção Hospitalar. A entrevista foi homenagem ao dia internacional de combate à AIDS, que é comemorado no dia 1 de dezembro.

Liliana Junqueira de P Donatelli 

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva, Coordenadora do Projeto Biossegurança em Odontologia, e mais recentemente do Projeto Biossegurança Beauty& Body Art, ambos patrocinados pela Cristófoli. Já ministrou mais de 500 palestras sobre o tema Biossegurança em Saúde e participa ativamente de entidades dedicadas ao Controle de Infecção em Saúde e Interesse à Saúde. É consultora em Biossegurança em Saúde da Cristófoli.

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Comentários

  1. Rafaela - Tudo em Foco

    Reply
    novembro 30, 2012

    A AIDS é uma doença muito grave, mas que muitas vezes é esquecida. Não podemos nos deixar levar pela situação e achar que conhecemos uma pessoa, porque esse é o grande erro que permite que sejamos infectados com o vírus. Os cuidados são essenciais e a entrevista foi muito boa no sentido de alertar para esta questão.

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