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Artigo que relaciona tumores nas meninges a Raios-X Odontológicos causa polêmica no EUA

O artigo: Dental X-Rays and Risk of Meningioma de autoria de Elizabeth B. Claus, e colaboradores causou polêmica nesta semana especialmente na comunidade odontológica. Os autores encontraram um risco  maior para desenvolver meningioma em pacientes que se submeteram a exames radiográficos odontológicos. O meningioma é o  tumor cerebral mais frequente, usualmente benigno e de crescimento lento. …

O artigo: Dental X-Rays and Risk of Meningioma de autoria de Elizabeth B. Claus, e colaboradores causou polêmica nesta semana especialmente na comunidade odontológica.

Os autores encontraram um risco  maior para desenvolver meningioma em pacientes que se submeteram a exames radiográficos odontológicos.

O meningioma é o  tumor cerebral mais frequente, usualmente benigno e de crescimento lento. Ocorre  nas meninges, mas  pode necessitar  cirurgia para sua retirada quando o paciente apresenta sintomas associados. Exposição à radiação e a certos hormônios são fatores de risco sabidamente associados ao seu desenvolvimento. Nesta pesquisa, os autores relacionaram determinadas tomadas radiográficas odontológicas a um risco maior em adquirir a doença.

A ADA ( American Dental Association) protestou, em virtude dos resultados serem baseados  em pacientes que tiveram radiografias realizadas  quando medidas de segurança radiológica eram menos rígidas. E que o estudo estaria levando insegurança aos pacientes em relação a tomadas radiográficas. Além disso foi questionado também a forma de obtenção das informações, baseada nos relatos dos pacientes.

Leia o artigo original.

Dental X-Rays and Risk of Meningioma

Sem dúvida que as radiografias são primordiais para  o diagnóstico em muitas situações, e devem ser realizadas. Mas infelizmente nem sempre todos os cuidados de proteção  radiológica são efetivamente utilizados no dia a dia. Por exemplo, o colar tireoidiano – é  raro vê-lo em uso.

A radiação é mais um risco que não vemos a olho nu, nem percebemos de imediato o seu efeito. Será que o nível de proteção radiológico no consultório é satisfatório? É fundamental verificar a idoneidade empresa que emite o laudo, e se esta sendo realizado com a devida frequência.

Mais estudos devem ser conduzidos e a pesquisa melhor analisada, de qualquer forma fica  a pergunta se as radiografias são realmente totalmente seguras ao longo de muitos anos, e quantas tomadas poderiam ser realizadas sem oferecer dano. Uma opção interessante seria a criação de uma banco de imagens radiográficas integrado, onde se pudesse ter todo o histórico do paciente. Além do benefício da organização e para a saúde bucal do paciente, os dados para este tipo de comparação seriam muito mais confiáveis

Outra questão importante, em se tratando de Brasil,  esta relacionada aos convênios odontológicos que  tem como procedimento quase padrão a exigência de tomadas radiográficas  como prova de execução do tratamento para efetuar o pagamento ao profissional (antes e depois).  Medida que na minha opinião deveria ser revista para evitar a exposição dos pacientes a radiação ionizante, mesmo em doses baixas. Um bom tema para as entidades de classe lutarem pelos seus honorários  junto aos convênios e pela segurança de  seus pacientes.

 

 

 

 

 

 

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva, Coordenadora do Projeto Biossegurança em Odontologia, e mais recentemente do Projeto Biossegurança Beauty& Body Art, ambos patrocinados pela Cristófoli. Já ministrou mais de 500 palestras sobre o tema Biossegurança em Saúde e participa ativamente de entidades dedicadas ao Controle de Infecção em Saúde e Interesse à Saúde. É consultora em Biossegurança em Saúde da Cristófoli.

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