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Ebola – Brasil tem o primeiro caso suspeito no Paraná

Ebola - Qual o tamanho da ameaça no Brasil? O vírus sai da África Ocidental e ganha outros países. Embora as condições de saúde seja muito melhores nos locais onde foram identificados casos fora do continente africano, existem outros desafios locais, como cidades mais populosas o que facilita a propagação. Independente do caso do Paraná …

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Ebola – Qual o tamanho da ameaça no Brasil?

O vírus sai da África Ocidental e ganha outros países. Embora as condições de saúde seja muito melhores nos locais onde foram identificados casos fora do continente africano, existem outros desafios locais, como cidades mais populosas o que facilita a propagação.

Independente do caso do Paraná ser ou não positivo, a ameaça do vírus desembarcar no Brasil continua e neste momento é necessário implementar ao máximo as medidas de prevenção para evitar que a epidemia se espalhe.

A boa notícia é que a pessoa só se torna infectante quando os sintomas começam a aparecer:

Entre eles febre alta, diarréia, vômito, hemorragias, dores no corpo – sintomas comuns a várias doenças entre elas a dengue que é bastantes comum no Brasil.

Os profissionais da saúde devem permanecer em alerta para os sintomas e encaminhar doentes suspeitos e tomar as medidas de Biossegurança cabíveis.

O tamanho do que risco no Brasil aparentemente é baixo, mas é uma pergunta difícil de responder.

O CDC estima que o pico da epidemia deve acontecer no final de outubro.

As autoridades sanitárias do mundo todo estão em alerta e tentando controlar o avanço. Tomara que seja breve.

Novas drogas tem sido testadas, mas não há nenhum medida que tenha se demonstrado realmente eficaz contra a doença.

Liliana Junqueira de P. bDonatelli

O Ministério da Saúde e a Secretaria de Estado da Saúde do Paraná informam que a Unidade de Pronto Atendimento Brasília, em Cascavel (PR), recebeu nesta quinta-feira (9), no período da tarde, um paciente classificado como suspeito de infecção por ebola. Trata-se de um homem, de 47 anos, vindo da Guiné (escala em Marrocos), país de origem, que chegou ao Brasil, no dia 19 de setembro.  Ele relatou que ontem (8) e nesta manhã (9) teve febre. Até o início da noite, estava subfebril e não apresentava hemorragia, vômitos ou quaisquer outros sintomas. Está em bom estado geral e, mantido em isolamento total.

Por estar no vigésimo primeiro dia, limite máximo para o período de incubação da doença, foi considerado caso suspeito, seguindo os protocolos internacionais para a enfermidade. Guiné é um dos três países que concentram o surto da doença na África. O ebola só é transmitido através do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus somente é transmitido quando surgem os sintomas.

Perguntas e respostas

Imediatamente após a identificação da suspeita, o paciente foi isolado na unidade e adotadas medidas previstas no protocolo nacional, como a comunicação à secretaria estadual de saúde e ao Ministério da Saúde. O caso está sendo acompanhado pelas equipes de vigilância em saúde do Ministério da Saúde e do Paraná. Assim que foi comunicado, o Ministério da Saúde enviou imediatamente equipe para Cascavel, por meio da FAB (Força Aérea Brasileira), onde coordenarão in loco as medidas de atendimento e a identificação de possíveis contatos para orientação e controle.

O paciente será transferido, conforme protocolo de segurança, para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, no Rio de Janeiro (RJ), referência nacional para casos de ebola. A transferência será feita por meio de aeronave da Polícia Rodoviária Federal.

Nesta sexta-feira (10), o ministro da Saúde, Arthur Chioro, que coordena a ação nacional, e o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa, concederão entrevista coletiva sobre o caso, às 10h, no Ministério da Saúde.

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Liliana Junqueira de P. Donatelli

Bióloga, Mestre em Saúde Coletiva, Coordenadora do Projeto Biossegurança em Odontologia, e mais recentemente do Projeto Biossegurança Beauty& Body Art, ambos patrocinados pela Cristófoli. Já ministrou mais de 500 palestras sobre o tema Biossegurança em Saúde e participa ativamente de entidades dedicadas ao Controle de Infecção em Saúde e Interesse à Saúde. É consultora em Biossegurança em Saúde da Cristófoli.

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